Quem sou eu

Curitiba, Parana, Brazil
Tenho 6 anos, nasci em 19/04/2002 no dia do índio. Gosto muito de batata frita, maça, viajar, ir ao cinema, brincar e ir pra escola.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Empresas desistem do Second Life, segundo Los Angeles Times

18 de Julho de 2007 por laurallis

Revista Amanhã - Newsletter diária n.º 998 - 17/07/2007

“O jornal Los Angeles Times diz que algumas grandes empresas estão abandonando o Second Life. Segundo o diário norte-americano, corporações como a Starwood Hotels, a IBM e a Reebok, entre outras, resolveram desistir dos seus negócios no metaverso devido à falta de público nas ilhas e lojas das companhias e o baixo volume de vendas. O jornal destaca que “o Second Life deveria ser o paraíso do consumismo. Mas com o tempo, percebeu-se que é tão difícil vender produtos lá quanto em qualquer outro lugar”. O Los Angeles Times aponta três grandes problemas do sistema para as empresas. O primeiro é que as ilhas criadas por usuários independentes atraem mais público do que as “comerciais”. A segunda constatação é que, os avatares não têm necessidades fisiológicas como os humanos. Eles podem viver sem comida, bebida, roupas e transporte. Traduzindo: não existe necessidade de consumo. E o terceiro problema é o decréscimo no número de usuários ativos, que caiu 2,5% em junho na relação com maio.”

Micro é o novo macro

Para entender a verdade número 4 do “mundo novo” é preciso entender a “Cauda Longa” de Cris Anderson, editor da revista Wired. Diz ele que economia e cultura estão se movendo dos produtos de massa (“hits”) para os produtos de nicho. O termo “cauda longa” é por causa da parte amarela do gráfico de vendas x produtos logo abaixo.



As novas tecnologias estão diminuindo os custos de produção, custos de distribuição e as fronteiras geográficas, sobretudo no mundo online. A Amazon, por exemplo, tem uma prateleira muito maior que a de qualquer loja física. A locadora Netflix popularizou um modelo de aluguel de filmes pela internet com entrega postal e está chacoalhando a Blockbuster nos EUA. Como não tem lojas físicas, a Netflix oferece muito mais filmes que qualquer locadora de rua. O Google faturou U$10 billhões de dólares em 2006 com a venda links patrocinados na cauda longa. Outro exemplo é a loja virtual I-tunes da Apple, que vende músicas por US$0,99 cada. Antes você era obrigado a comprar um CD com 10 músicas por cerca de U$15,00, hoje não mais. Enquanto uma loja física oferece 45.000 músicas em média, uma loja virtual oferece 3.5000.000. E vende. No ano passado 98% das 3.500.000 músicas do I-tunes vendeu pelos menos uma vez.

Por que, então, o micro é o novo macro?

Porque no mundo novo será cada vez mais difícil construir blockbusters. Os grandes hits de vendas tendem a rarear e a cauda longa tende a ser cada vez maior. Impactar, conversar e construir relacionamentos com milhões de pequenas comunidades é uma grande oportunidade que se abre. No mundo novo vai ganhar quem souber se relacionar com os milhões de consumidores, que surfam na cauda longa atrás de interesses cada vez mais específicos. Para Cris Anderson, o mercado de massa tende a se transformar num mercado de milhões de nichos. Acho que nunca estivemos num momento cultural, econômico e tecnológico tão propício para isso. Os milhões de micros serão o novo macro.

Já?

Tudo está mudando muito rápido. Os ainda ontem festejados Second Life e MySpace hoje já aparecem na lista dos cinco piores sites de 2007 da revista TIME. O primeiro porque é muito complicado de navegar e tem gente maluca em cada esquina, diz a revista. O segundo porque foi invadido por marketeiros e oportunistas.

Clique e conheça os 5 piores sites de 2007 (e os 50 Melhores) na opinião da revista.

Web 2.0

A Internet foi desbravada pelos militares, depois pelos investidores na terceira onda - chamada de Web 2.0 - o poder está nas mãos do Internautas, que produzem conteúdo e disponibilizam na rede.

Quanto mais rápida a conexão, mais pessoas colocam conteúdo na rede, o mundo digital está de fato em duas vias. As pessoas recebem conteúdo, produzem e propagam.
A web 2.0 é uma revolução nas tendências tecnológicas, econômicas e sociais, a coletividade, participação, compartilhamento são as premissas da Web 2.0 a nova geração da Internet.

Uma segunda fase para as comunidades virtuais?

Próximas de lançarem no Brasil suas versões em português, os populares sites de relacionamento MySpace e Facebook pretendem abocanhar os mais de 34 milhões de usuários do Orkut no Brasil.

Outro objetivo destas comunidades é provar aos usuários que entraram em uma segunda fase: passaram do simples enviar mensagens e fazer amigos para serem um ambiente onde o usuário possui a identidade na web. Ou seja, onde concentra os serviços que utiliza (blog, áudio, foto e vídeo, mensagens instantâneas, chat, entre outros) e traça um perfil de comportamento do usuário na rede.

Dois pontos me chamam a atenção sobre a chegada da versão tupiniquim desses dois sites.

O primeiro é justamente essa segunda etapa das comunidades funcionando como verdadeiros agregadores de serviços. Como esse emaranhado de informações e de serviços, talvez seja mesmo útil termos um local que concentre tudo aquilo que usamos. Por outro lado, será um prato cheio para aqueles que souberem coletar essa riqueza de informações e oferecer produtos e serviços adequados a cada perfil.

O segundo ponto que destacaria é que o Brasil é um grande mercado de internet que não pode ser ignorado. Prova disso são versões nacionais dos principais serviços que temos na web.

De sites de relacionamento para sites de serviços. Será? Vamos acompanhando.

Busca social ou social search

Elemento humano e mecanismos de busca em perfeita sintonia.

Que a pesquisa simples dos motores convencionais de busca atende às necessidades corriqueiras dos internautas, isso já sabemos. A novidade ou o ‘pulo do gato’ dos que necessitam informações de qualidade superior são as ferramentas de busca chamadas ‘sociais’.

Sociais porque fazem uso do mais inteligente ferramental: o cérebro humano. E mais, da interação e da colaboração online entre os internautas. O famoso princípio da web 2.0 funciona perfeitamente nesse tipo de ferramenta.

Iniciativas como o Open Directory Project (disponível em inglês, francês, espanhol e alemão), diretório organizado por editores voluntários que categorizam a informação em sub-temas; e o SobreSites (nacional); são elaboradas por editores voluntários e especialistas em suas áreas que formam uma rede de informações aberta a todos os assuntos e classificada, organizada.

A diferença da busca social para os motores de buscas convencionais é que a primeira trabalha com a colaboração e a interação entre as pessoas como forma de dispor a informação e a segunda, faz uso apenas da tecnologia, oferecendo, muitas vezes, informação sem utilidade para quem fez a pesquisa.

As buscas sociais se distinguem das enciclopédias ou dos projetos colaborativos, pois não há produção de conteúdo, apenas reunião, segmentação, classificação, ‘empacotamento’ e oferta para o consumo.

A combinação motor de busca, organização da informação e intervenção humana torna o processo mais assertivo e relevante para o internauta que realizou a busca.

Número de sites cresce vertiginosamente

Se tirássemos uma fotografia da web atual, teríamos 125 milhões de sites, segundo pesquisa feita pela Netcraft.

No ano de 2006, a web teve uma adição de 30,9 milhões de novos sites. Só no primeiro semestre de 2007, já foram 20,4 milhões.

Muito desse crescimento se explica pelos conteúdos gerados pelos usuários. A cada dia fica mais fácil ter um blog, uma página pessoal, cadastrar-se em um site de relacionamentos, compartilhar fotos e vídeos. Esse universo, representa mais de 4% de toda a web, segundo notícia do site AdNews. E esse percentual tende a crescer.

Sem ser futurólogo, é possível prever que teremos ainda pela frente um número considerável de novas iniciativas web. Isso porque ainda temos um grande contingente de indivíduos sem acesso à rede. Só aqui no Brasil, temos mais de 150 milhões de pessoas. Imagine se cada uma dessas pessoas, atualmente excluídas da rede, tiverem cada uma seu blog? Só nessa contagem já mais que dobraríamos a quantidade existente.