Pesquisa da Forrester Research aponta que 36% dos europeus deixam de assistir televisão para acessar a internet
Na Europa, a despesa com o marketing online crescerá 113% nos próximos cinco anos, para, €16 bilhões. Em 2006, este mercado movimentou €7,5 bilhões. De acordo com o novo relatório da Forrester Research, em 2012, o marketing online, que inclui e-mails, pesquisas e anúncios, representará 18% dos orçamentos totais de marketing da região.
Segundo a empresa de pesquisa, o motivo para o aumento do investimento em marketing online é bastante simples: as audiências e a atenção dos consumidores estão movendo-se para a internet. Cerca de 36% dos europeus afirmam que assistem menos televisão porque estão conectados a internet.
Porém, a confiança em anúncios publicitários está se desgastando. O relatório aponta que 67% dos consumidores internautas acreditam que os publicitários não dizem a verdade nos anúncios. Ao mesmo tempo, 34% destes consumidores afirmam que não costumam acessar publicidades.
A previsão da Forrester é baseada em dados de uma pesquisa realizada com mais de 25 mil consumidores em países como França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polônia e Reino Unido, além de entrevistas com os 24 principais comerciantes europeus.
por IT Web
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quarta-feira, 18 de julho de 2007
Yahoo! lança nova plataforma de publicidade no país para brigar com Google por links patrocinados
SÃO PAULO - O portal Yahoo! lança hoje no Brasil a sua nova plataforma de publicidade online, batizada de Panamá, e tenta equilibrar no país a briga contra a arqui-rival Google no segmento de anúncios patrocinados no país. A plataforma vai mudar a forma como o Yahoo! distribui anúncios em suas páginas e na de parceiros na tentativa de incentivar os acessos dos usuários e elevar suas receitas com esse tipo de publicidade.
Antes do Panamá, o que ocorria era uma espécie de leilão: os anunciantes que pagavam mais garantiam seus anúncios no topo e nas melhores posições das páginas gerenciadas pelo Yahoo!. Agora, os anúncios serão elencados por relevância, tendo como base uma análise qualitativa automática do interesse dos usuários revelado por suas buscas.
Para o anunciante, o Panamá permite que os anúncios mais pertinentes e mais bem elaborados tenham vantagens sobre os demais. Para os usuários, aumenta a relevância da publicidade a qual serão expostos, com mais ligação com aquilo que buscam , diz o gerente geral do Yahoo Search Marketing Brasil, André Izay. Foi basicamente com essa estratégia que o Google conseguiu a liderança no mercado de links patrocinados, colocando mais ênfase na relevância do que na receita unitária dos anúncios.
Apesar do lançamento hoje, só em outubro começará a classificação dos anúncios por relevância. Segundo Izay, há dois motivos para a demora. O primeiro é dar tempo para que haja a migração dos atuais anunciantes da antiga plataforma para a Panamá. O segundo é gerar um banco de dados com informações que dê condições para a distribuição dos anúncios por relevância.
De acordo com Izay, o objetivo do Yahoo! é ir mais além. O Panamá deverá se tornar, em algum tempo, uma plataforma única para o gerenciamento de publicidade para clientes anunciantes do portal. Por isso, desde sua elaboração, diz o executivo, a plataforma não vai se limitar a copiar o caso de sucesso do Google. As duas empresas são as únicas competidoras relevantes desse mercado atualmente no país.
Uma das diferenças é a possibilidade de realizar campanhas direcionadas a regiões geográficas específicas. Dessa forma, um anunciante de carros de São Paulo não corre o risco de ter seu anúncio distribuído para um usuário no Nordeste - e que não vai gerar nenhum resultado.
Outro aspecto diferente são os mecanismos de análise e gerenciamento das campanhas. Todos itens de série , sem custo adicional, diz Izay. Se os anunciantes vão utilizar todas as ferramentas ou não, isso não fará diferença para a empresa, e dependerá principalmente das necessidades do cliente, que pode ser tanto uma grande corporação quanto um profissional liberal. No Panamá o cliente terá uma série de relatórios online, por exemplo, sobre como os anúncios estão sendo entregues, qual o potencial de tráfego que está ou não utilizando , afirma. Essa ferramenta de análise de tráfego, inclusive, pode ser uma alavanca de negócios para o Yahoo. Com ela, uma empresa pode descobrir que tem um potencial de tráfego - por conta da análise das palavras chave buscadas que constam do grupo de seu anúncio - superior ao volume de exposição comprado e, consequentemente, pode decidir investir mais.
De acordo com o executivo, a mudança para a nova plataforma também vai influenciar na distribuição de publicidade nos parceiros do Yahoo. Todas as ferramentas do Panamá estarão disponíveis para os parceiros que utilizam o sistema de gerenciamento de anúncios da companhia, diz Izay. Dessa forma, o Yahoo pretende potencializar ainda mais o crescimento de sua receita com links patrocinados, os tornando mais relevantes mesmo em páginas de parceiros.
O potencial de crescimento desse mercado de links patrocinados, diz Izay, é o principal ponto que levou o Yahoo a lançar o Panamá no Brasil de forma quase simultânea ao lançamento dos EUA. É também o que, alega, faz do país um dos que mais crescem em importância para a empresa.
O Brasil tem uma taxa de crescimento e um potencial de expansão muito grandes. Se nos EUA a participação da publicidade online é de 8% no mercado total, no Brasil ela é de 2% , afirma. Por isso, independentemente do volume desse mercado no Brasil - que já é extremamente relevante -, é possível multiplica-lo por quatro, só com base em sua maturação , explica.
Em janeiro deste ano, a Yahoo projetava um crescimento de entre 25% e 30% no mercado de publicidade online no Brasil. Em termos de receita no país, a projeção era de aumento de 50%.
Lançado em fevereiro nos EUA, em abril no Japão e em maio na Europa, o Panamá não teve impacto significativo no resultado da empresa no primeiro trimestre - quando seu lucro líquido caiu 11%, para US$ 142 milhões, abaixo do esperado pelo mercado. À época do lançamento, porém, a empresa afirmou que os resultados só começariam a aparecer a partir do segundo trimestre - cujos resultados serão divulgados amanhã.
(José Sergio Osse | Valor Online)
Antes do Panamá, o que ocorria era uma espécie de leilão: os anunciantes que pagavam mais garantiam seus anúncios no topo e nas melhores posições das páginas gerenciadas pelo Yahoo!. Agora, os anúncios serão elencados por relevância, tendo como base uma análise qualitativa automática do interesse dos usuários revelado por suas buscas.
Para o anunciante, o Panamá permite que os anúncios mais pertinentes e mais bem elaborados tenham vantagens sobre os demais. Para os usuários, aumenta a relevância da publicidade a qual serão expostos, com mais ligação com aquilo que buscam , diz o gerente geral do Yahoo Search Marketing Brasil, André Izay. Foi basicamente com essa estratégia que o Google conseguiu a liderança no mercado de links patrocinados, colocando mais ênfase na relevância do que na receita unitária dos anúncios.
Apesar do lançamento hoje, só em outubro começará a classificação dos anúncios por relevância. Segundo Izay, há dois motivos para a demora. O primeiro é dar tempo para que haja a migração dos atuais anunciantes da antiga plataforma para a Panamá. O segundo é gerar um banco de dados com informações que dê condições para a distribuição dos anúncios por relevância.
De acordo com Izay, o objetivo do Yahoo! é ir mais além. O Panamá deverá se tornar, em algum tempo, uma plataforma única para o gerenciamento de publicidade para clientes anunciantes do portal. Por isso, desde sua elaboração, diz o executivo, a plataforma não vai se limitar a copiar o caso de sucesso do Google. As duas empresas são as únicas competidoras relevantes desse mercado atualmente no país.
Uma das diferenças é a possibilidade de realizar campanhas direcionadas a regiões geográficas específicas. Dessa forma, um anunciante de carros de São Paulo não corre o risco de ter seu anúncio distribuído para um usuário no Nordeste - e que não vai gerar nenhum resultado.
Outro aspecto diferente são os mecanismos de análise e gerenciamento das campanhas. Todos itens de série , sem custo adicional, diz Izay. Se os anunciantes vão utilizar todas as ferramentas ou não, isso não fará diferença para a empresa, e dependerá principalmente das necessidades do cliente, que pode ser tanto uma grande corporação quanto um profissional liberal. No Panamá o cliente terá uma série de relatórios online, por exemplo, sobre como os anúncios estão sendo entregues, qual o potencial de tráfego que está ou não utilizando , afirma. Essa ferramenta de análise de tráfego, inclusive, pode ser uma alavanca de negócios para o Yahoo. Com ela, uma empresa pode descobrir que tem um potencial de tráfego - por conta da análise das palavras chave buscadas que constam do grupo de seu anúncio - superior ao volume de exposição comprado e, consequentemente, pode decidir investir mais.
De acordo com o executivo, a mudança para a nova plataforma também vai influenciar na distribuição de publicidade nos parceiros do Yahoo. Todas as ferramentas do Panamá estarão disponíveis para os parceiros que utilizam o sistema de gerenciamento de anúncios da companhia, diz Izay. Dessa forma, o Yahoo pretende potencializar ainda mais o crescimento de sua receita com links patrocinados, os tornando mais relevantes mesmo em páginas de parceiros.
O potencial de crescimento desse mercado de links patrocinados, diz Izay, é o principal ponto que levou o Yahoo a lançar o Panamá no Brasil de forma quase simultânea ao lançamento dos EUA. É também o que, alega, faz do país um dos que mais crescem em importância para a empresa.
O Brasil tem uma taxa de crescimento e um potencial de expansão muito grandes. Se nos EUA a participação da publicidade online é de 8% no mercado total, no Brasil ela é de 2% , afirma. Por isso, independentemente do volume desse mercado no Brasil - que já é extremamente relevante -, é possível multiplica-lo por quatro, só com base em sua maturação , explica.
Em janeiro deste ano, a Yahoo projetava um crescimento de entre 25% e 30% no mercado de publicidade online no Brasil. Em termos de receita no país, a projeção era de aumento de 50%.
Lançado em fevereiro nos EUA, em abril no Japão e em maio na Europa, o Panamá não teve impacto significativo no resultado da empresa no primeiro trimestre - quando seu lucro líquido caiu 11%, para US$ 142 milhões, abaixo do esperado pelo mercado. À época do lançamento, porém, a empresa afirmou que os resultados só começariam a aparecer a partir do segundo trimestre - cujos resultados serão divulgados amanhã.
(José Sergio Osse | Valor Online)
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Yahoo! compra empresa de publicidade online
O Yahoo! anunciou um acordo para assumir o controle da Right Media, empresa de publicidade online baseada em Nova Iorque.
Com a transação, no valor de US$680 milhões, o Yahoo! completa a participação de 20% que já tinha na Right Media desde o ano passado, e escreve mais uma página na briga com o Google pelo mercado de anúncios na Internet. No começo de abril, o Google anunciou a compra da DoubleClick por US$3,1 bilhões.
A tecnologia desenvolvida pela Right Media, o Right Media Exchange, conta hoje com mais de 20 mil anunciantes, e deverá ajudar o Yahoo! a vender anúncios em seus sites de relacionamento como o Yahoo! Respostas e o Flickr (para compartilhamento de fotos).
Fonte: IT Web
Com a transação, no valor de US$680 milhões, o Yahoo! completa a participação de 20% que já tinha na Right Media desde o ano passado, e escreve mais uma página na briga com o Google pelo mercado de anúncios na Internet. No começo de abril, o Google anunciou a compra da DoubleClick por US$3,1 bilhões.
A tecnologia desenvolvida pela Right Media, o Right Media Exchange, conta hoje com mais de 20 mil anunciantes, e deverá ajudar o Yahoo! a vender anúncios em seus sites de relacionamento como o Yahoo! Respostas e o Flickr (para compartilhamento de fotos).
Fonte: IT Web
Publicidade em sites UGC é mais notada do que em outdoors e rádio
De acordo com uma recente pesquisa da empresa norte-americana comScore, a publicidade em sites UGC (user-generated content ou conteúdo gerado por usuários) são mais notados e confiáveis do que anúncios em outdoors e rádio. O estudo mostra que 28% dos respondentes notam um anúncio feito em um site UGC, enquanto 22% reparam em outdoors e rádio. Ao mesmo tempo, 23% dizem que confiam em sites UGC enquanto 19% acreditam em outdoors e 28% confiam em rádio.
No entanto, a maior parte do nível de notabilidade e da confiança ainda estão na televisão (85% e 63%, respectivamente) e na mídias impressas (60% e 50%), seguidas pelos sites de notícias (53% e 49%) e pelos sites corporativos (51% e 51%).
Entre o público de 18 a 34 anos, a taxa de receptividade relacionadas a sites UGC são maiores -- 41% -- reduzindo entre pessoas de 34 a 54 anos (30%) e com mais de 55 anos (23%).
Fonte: IT Web
No entanto, a maior parte do nível de notabilidade e da confiança ainda estão na televisão (85% e 63%, respectivamente) e na mídias impressas (60% e 50%), seguidas pelos sites de notícias (53% e 49%) e pelos sites corporativos (51% e 51%).
Entre o público de 18 a 34 anos, a taxa de receptividade relacionadas a sites UGC são maiores -- 41% -- reduzindo entre pessoas de 34 a 54 anos (30%) e com mais de 55 anos (23%).
Fonte: IT Web
Para o Yahoo, a internet muda a cara da publicidade
O cartão dele diz 'Embaixador plenipotenciário para a Madison Avenue', numa referência à avenida que reúne as maiores agências de publicidade de Nova York. Jerry Shereshewsky é o responsável no Yahoo por apresentar as possibilidades da internet às agências. 'Não sei como funciona a tecnologia, só como se usa', afirmou o executivo, que já ocupou a vice-presidência da Young & Rubicam, no escritório do Yahoo em São Paulo. 'Um amigo meu diz que o problema dos computadores é que eles fazem pessoas inteligentes se sentirem estúpidas.'
Os anúncios online são um mercado em ebulição e os concorrentes do Yahoo apostam alto nele. Semana passada, a Microsoft comprou a aQuantive, uma agência de publicidade pela internet, por US$ 6 bilhões. Mês passado, o Google adquiriu a DoubleClick, por US$ 3,1 bilhões. 'Também estamos numa onda de compras', disse Shereshewsky. Em abril, a empresa ficou com a Right Media, por US$ 680 milhões.
Aos 62 anos, o executivo disse que, provavelmente, é o segundo mais velho do Yahoo. 'Esse é um negócio de pessoas jovens', disse. Terry Semel, presidente do Yahoo, tem 64 anos. O embaixador conta que, há 10 anos, era pouco ouvido pelas agências. Agora a situação mudou. 'Trabalhar nesta empresa é a coisa mais divertida que você pode fazer com roupa.'
Segundo Shereshewsky, a principal mudança que a internet trouxe à publicidade é a possibilidade de conversar com as pessoas. 'Nos últimos 100 anos, o mais importante tem sido o que o anunciante diz ao consumidor. Hoje, é entender o que os consumidores dizem ao anunciante.'
A internet tornou muito mais fácil medir os resultados da publicidade. É possível medir coisas como o tempo que as pessoas deixam o cursor em cima de um anúncio, quantas vezes o anúncio é clicado e quantas visitas se transformam em vendas. Neste cenário, qual é o papel da promoção da marca? 'Continua a ser grande', disse o executivo. 'Poucas pessoas compram carros pela internet, por exemplo, mas o meio eletrônico influência entre 75% e 80% das vendas de automóveis.'
Ano passado, o Yahoo fez uma promoção com o Doritos. Os internautas enviaram vídeos caseiros com comerciais do salgadinho. O melhor foi veiculado no comercial da Super Bowl, final do campeonato de futebol americano e espaço publicitário mais caro da TV de lá. 'Cada participante provavelmente enviou um e-mail para todas as pessoas que conhecia, convidando-as a assistir seu vídeo no site da promoção', apontou Shereshewsky. 'Isso sim é campanha publicitária.'
Fonte: Estadão
Os anúncios online são um mercado em ebulição e os concorrentes do Yahoo apostam alto nele. Semana passada, a Microsoft comprou a aQuantive, uma agência de publicidade pela internet, por US$ 6 bilhões. Mês passado, o Google adquiriu a DoubleClick, por US$ 3,1 bilhões. 'Também estamos numa onda de compras', disse Shereshewsky. Em abril, a empresa ficou com a Right Media, por US$ 680 milhões.
Aos 62 anos, o executivo disse que, provavelmente, é o segundo mais velho do Yahoo. 'Esse é um negócio de pessoas jovens', disse. Terry Semel, presidente do Yahoo, tem 64 anos. O embaixador conta que, há 10 anos, era pouco ouvido pelas agências. Agora a situação mudou. 'Trabalhar nesta empresa é a coisa mais divertida que você pode fazer com roupa.'
Segundo Shereshewsky, a principal mudança que a internet trouxe à publicidade é a possibilidade de conversar com as pessoas. 'Nos últimos 100 anos, o mais importante tem sido o que o anunciante diz ao consumidor. Hoje, é entender o que os consumidores dizem ao anunciante.'
A internet tornou muito mais fácil medir os resultados da publicidade. É possível medir coisas como o tempo que as pessoas deixam o cursor em cima de um anúncio, quantas vezes o anúncio é clicado e quantas visitas se transformam em vendas. Neste cenário, qual é o papel da promoção da marca? 'Continua a ser grande', disse o executivo. 'Poucas pessoas compram carros pela internet, por exemplo, mas o meio eletrônico influência entre 75% e 80% das vendas de automóveis.'
Ano passado, o Yahoo fez uma promoção com o Doritos. Os internautas enviaram vídeos caseiros com comerciais do salgadinho. O melhor foi veiculado no comercial da Super Bowl, final do campeonato de futebol americano e espaço publicitário mais caro da TV de lá. 'Cada participante provavelmente enviou um e-mail para todas as pessoas que conhecia, convidando-as a assistir seu vídeo no site da promoção', apontou Shereshewsky. 'Isso sim é campanha publicitária.'
Fonte: Estadão
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